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Cotações internacionais do milho sobem e preços do arroz e óleo de soja recuam
De acordo com o Boletim INFO Semanal n.o 36/2026 do Secretariado Nacional para a Segurança Alimentar e Nutricional (SNSAN), os preços internacionais de exportação do trigo tiveram um comportamento misto face à semana anterior. Na Rússia, as cotações do trigo fortaleceram-se devido à melhoria da procura e à valorização do rublo, enquanto na União Europeia os preços recuaram, acompanhando a tendência de baixa registada no mercado dos Estados Unidos. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Rosário aumentou em 0,5 milhões de toneladas a sua previsão de produção de trigo, para 21 milhões de toneladas, justificando a revisão pelas condições meteorológicas, consideradas, de um modo geral, favoráveis. Relativamente ao arroz, os preços mundiais de exportação apresentaram uma tendência de baixa face à semana anterior. Na Tailândia, a moderação da procura contribuiu para a redução das cotações, enquanto no Vietname os baixos volumes de negócios pressionaram igualmente os preços. O óleo de soja também registou uma descida nas cotações internacionais, com reduções de cerca de 1,0% tanto na Argentina como no Brasil, em comparação com a semana anterior. No mercado do açúcar, as cotações mundiais de exportação tiveram uma evolução mista. No Brasil, as chuvas recentes levaram à suspensão da moagem da cana-de-açúcar em algumas regiões produtoras do Centro-Sul, reduzindo o ritmo de produção da campanha. Segundo dados citados pelo boletim, a produção de açúcar no Centro-Sul brasileiro estava 11,7% abaixo, no acumulado até 15 de agosto, do registado no mesmo período do ano anterior. Na Índia, a Covrig Analytics prevê que o país poderá começar a importar açúcar em julho do próximo ano para reposição dos stocks. Quanto ao milho, os preços mundiais de exportação registaram uma tendência de alta. Nos Estados Unidos, as preocupações relacionadas com a logística no Mar Negro e as perspetivas de redução da produção contribuíram para pressionar as cotações. Na Argentina, os preços do milho aumentaram cerca de 2,3% na semana, enquanto a sementeira da campanha 2026/27 atingia 3% de conclusão até 10 de setembro. No Brasil, a restrição das vendas por parte dos produtores também contribuiu para a subida das cotações. Por sua vez, as cotações mundiais do frete marítimo registaram igualmente uma tendência de alta face à semana anterior.
2026-09-18 09:42:00

China defende "estabilidade estratégica" com EUA antes de eventual visita
Wang afirmou na quinta-feira que as relações entre Pequim e Washington têm seguido, "no geral", o rumo definido pelo Presidente chinês, Xi Jinping, e pelo homólogo norte-americano, Donald Trump, e que isso "corresponde às expectativas da comunidade internacional", segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. O chefe da diplomacia chinesa afirmou que a "diplomacia entre chefes de Estado" funciona como uma "âncora" das relações entre as duas maiores economias mundiais e pediu o reforço da comunicação, a gestão das divergências e o respeito pelos "interesses fundamentais" de cada parte. O comunicado chinês não detalhou as declarações de Rubio durante a conversa. O contacto ocorre na reta final dos preparativos para um eventual encontro entre Xi e Trump em Washington, embora a China ainda não tenha confirmado oficialmente a visita do líder chinês aos Estados Unidos, prevista para 24 de setembro, segundo as autoridades norte-americanas. Depois da visita de Trump a Pequim, em maio, os dois governos apresentaram a "estabilidade estratégica construtiva" como um quadro para conter a rivalidade e evitar que as disputas comerciais, tecnológicas e geopolíticas evoluam para um confronto mais amplo. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, anunciou esta semana que se vai reunir este fim de semana com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng para abordar questões económicas e comerciais antes da eventual cimeira, enquanto os dois países negoceiam um prolongamento da trégua comercial acordada na cidade sul-coreana de Busan no ano passado. A trégua aliviou parte da pressão tarifária mútua e suspendeu algumas restrições impostas pelas duas partes, embora as relações continuem marcadas por divergências em áreas como comércio, inteligência artificial, semicondutores, terras raras, Taiwan, cibersegurança e sanções norte-americanas contra entidades chinesas ligadas ao Irão. O jornal de Hong Kong South China Morning Post noticiou na quinta-feira que uma delegação empresarial chinesa poderá acompanhar Xi, incluindo executivos da fabricante automóvel BYD, da tecnológica Xiaomi e da fabricante de baterias CATL. A iniciativa faria lembrar a visita de Trump a Pequim, em maio, quando o Presidente norte-americano viajou acompanhado por responsáveis da Tesla, Apple, Nvidia e Boeing. A administração norte-americana está também a ponderar reunir responsáveis das principais empresas de inteligência artificial durante a visita de Xi, segundo a cadeia televisiva CNN, num encontro ainda não confirmado que poderá contar com os presidentes executivos da OpenAI, Sam Altman, e da Nvidia, Jensen Huang, para discutir o futuro da tecnologia e os riscos associados. Segundo o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang e Rubio trocaram ainda opiniões sobre a situação no Médio Oriente, sem adiantar mais detalhes.
2026-09-18 09:35:04

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