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Justiça colombiana ordena confisco de casa do ex-goleiro Higuita vinculada a Pablo Escobar
Um tribunal na Colômbia ordenou o embargo de uma casa do ex-goleiro da seleção colombiana de futebol René Higuita, ao determinar que o imóvel foi adquirido com dinheiro do cartel de Pablo Escobar antes de ficar sob posse do jogador em 1992. Conhecido mundialmente por suas acrobacias excêntricas e saídas arriscadas, o ex-atleta está no centro de uma investigação iniciada há 12 anos pelo Ministério Público para estabelecer a origem de um imóvel que ele comprou em um bairro luxuoso de Medellín (noroeste), sua cidade natal. Por meio de "manobras" e assinaturas falsas, informou o MP nesta quinta-feira à AFP, buscou-se "encobrir a procedência" da propriedade, sujeita a "transferências sucessivas (...) para ficar finalmente em nome do ex-jogador de futebol" um ano antes de Escobar ser morto. A investigação determinou que a casa havia sido adquirida previamente por um laranja dos irmãos William e Gerardo Moncada, integrantes do cartel de Medellín assassinados em 1992 dentro de uma prisão por ordem do próprio Escobar. "É pura e mera coincidência", disse Higuita nesta quinta-feira em entrevista à Blu Radio. Ele afirma que se considera uma "vítima destes acontecimentos" e que desconhecia a procedência do imóvel, e recorreu da decisão da Justiça. O ex-goleiro, que disse tê-la comprado com suas economias, poderá conservar a propriedade até que seu recurso seja julgado. "Naquela época, nos anos noventa, não havia a tecnologia que existe hoje, em que a gente entra na internet e pode verificar qual é a procedência da casa", acrescentou o ex-jogador do Atlético Nacional de Medellín e do Real Valladolid, hoje treinador de goleiros. AFP
2026-07-09 17:12:43

Venezuela pede liberação de ativos congelados para destiná-los à reconstrução após terremotos
O governo da Venezuela pediu, nesta quarta-feira (8), a liberação de ativos congelados de seu país no exterior para ajudar a arrecadar fundos para a recuperação após os dois terremotos do mês passado, que deixaram pelo menos 3.600 mortos. "Queremos fazer um chamado a todos os países que ainda têm fundos bloqueados que pertencem à Venezuela para que iniciemos um plano de liberação destes fundos para utilizá-los na recuperação", disse o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Iván Gil, em uma reunião virtual com o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (Ocha). "Temos, em diferentes partes do mundo, contas que pertencem ao Estado venezuelano e que foram congeladas em decorrência de sanções ilegais", afirmou. Tom Fletcher, secretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Humanitários e coordenador da ajuda de emergência, está atualmente na Venezuela e se reuniu com as autoridades do país. A ONU fez um apelo urgente nesta quarta-feira para arrecadar 296 milhões de dólares (cerca de 1,5 bilhão de reais) para destiná-los às operações de ajuda após os terremotos. "Temos um plano claro. São necessários 296 milhões de dólares para atender as necessidades socioeconômicas de 1,3 milhão de pessoas neste momento, durante um período de seis meses. É um plano com prazos concretos", afirmou Fletcher. AFP
2026-07-08 15:20:29

Le Pen lança campanha presidencial apesar de condenação
A líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen, iniciou sua campanha eleitoral nesta quarta-feira (8), um dia após anunciar sua candidatura às presidenciais, apesar de uma condenação por desvio de recursos. Cercada por apoiadores e jornalistas na comuna de La Flèche, oeste da França, conquistada por seu partido, o Reagrupamento Nacional (RN), nas eleições municipais, Le Pen minimizou as críticas à sua candidatura. Condenada novamente em segunda instância na terça-feira pelo caso dos empregos fictícios no Parlamento europeu, ela foi autorizada a concorrer às eleições, embora tenha anunciado que recorrerá da decisão ao Tribunal de Cassação da França, o que lhe permite evitar o uso de uma tornozeleira eletrônica durante a campanha. "O tribunal restabeleceu minha elegibilidade. Sou inocente e apresentei um recurso ao Tribunal de Cassação para provar minha inocência", declarou. "É preciso correr riscos para vencer", acrescentou. A dirigente, de 57 anos, prepara-se para disputar pela quarta vez a Presidência nas eleições do próximo ano, que seu partido anti-imigração considera sua melhor oportunidade até agora para chegar ao poder. Le Pen minimizou o risco de o Tribunal de Cassação rejeitar seu recurso antes do pleito e descartou as críticas à sua candidatura, concentrando o debate nas propostas políticas com as quais espera conquistar o Palácio do Eliseu. "Não vou passar a campanha presidencial oferecendo análises jurídicas", afirmou. "Se meus adversários políticos não tiverem outros argumentos além desses, significa que, no fundo, não têm absolutamente nada a oferecer aos franceses", acrescentou. O Tribunal de Cassação poderia se pronunciar "no máximo no começo de abril de 2027", informou, nesta quarta-feira, a mais alta instância judicial francesa em um comunicado. No entanto, o tribunal informou que "este calendário pode variar em função das circunstâncias processuais", enquanto o primeiro turno das eleições presidenciais está previsto para 18 de abril de 2027. AFP
2026-07-08 15:19:26

Temperatura atinge um dos níveis mais altos já registrados
DINO A temperatura média global próxima à superfície em 2025 ficou 1,43 oC acima dos níveis pré-industriais (1850-1900) e 1,08 oC superior à média de 1961-1990. Os dados constam no relatório "State of the Climate in Latin America and the Caribbean 2025" -- Estado do Clima na América Latina e no Caribe 2025, em português -- publicado pela World Meteorological Organization (WMO), conforme a página 6. No mesmo trecho, o documento indica que 2025 registrou a segunda ou terceira maior temperatura média global desde 1850, a partir da consolidação de nove bases de dados utilizadas pela OMM no monitoramento climático. O levantamento reforça a persistência do aquecimento nas últimas décadas e amplia o sinal de alerta para a América Latina e o Caribe. Fenômenos extremos, como ondas de calor, estiagens prolongadas e precipitações intensas, tornam-se mais recorrentes e impactam diretamente a economia, a segurança alimentar e a disponibilidade hídrica. Para o fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), Daniel Maximilian Da Costa, o cenário exige respostas coordenadas entre diferentes setores. Ele destaca, ainda, o papel estratégico das empresas na construção de soluções, sobretudo por meio do fortalecimento de práticas sustentáveis. "A agenda climática deixou de ser uma pauta de longo prazo para se tornar uma exigência imediata de gestão e governança. Organizações que compreendem esse cenário e integram sustentabilidade às suas estratégias não apenas reduzem riscos, mas também ampliam sua capacidade de gerar valor em um ambiente cada vez mais desafiador", conclui. A FOLHAPRESS, agência de notícias do GRUPO FOLHA, não é responsável por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, e que também não representam a opinião da FOLHAPRESS e são de inteira responsabilidade da Dino Divulgador de Notícias Online LTDA.
2026-07-07 13:55:15

Japão: plano de investimentos de US$ 2,3 trilhões divide economistas sobre disciplina fiscal
O plano de investimentos de US$ 2,3 trilhões anunciado pela primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi gerou reação mista entre economistas, que questionam se a iniciativa conseguirá impulsionar o crescimento sem comprometer a disciplina fiscal. Na quarta-feira, 24, Takaichi apresentou um programa que prevê 370 trilhões de ienes (US$ 2,287 trilhões) em investimentos combinados, públicos e privados, até o ano fiscal encerrado em março de 2041. O detalhamento da participação de cada lado, no entanto, ainda não está claro. A estratégia de longo prazo abrange 17 setores considerados críticos para o crescimento econômico e a segurança do Japão, como inteligência artificial, cibersegurança, energia e indústria farmacêutica. Do total, 101,6 trilhões de ienes seriam destinados a IA e semicondutores. Takaichi vem defendendo a necessidade de elevar o potencial de crescimento do país, que tem sido fraco há anos. "As forças estruturais do Japão - refletidas em indicadores como inovação tecnológica e eficiência do trabalho - são plenamente competitivas com as de outras nações", disse ela ontem. "O que falta é investimento doméstico." Takuji Aida, economista do Crédit Agricole, avalia que o pacote pode estimular o investimento das empresas e, com o tempo, ajudar a economia a concluir sua saída de décadas de estagnação até 2028. Outros analistas, porém, duvidam que a lacuna de investimentos possa ser preenchida sem efeitos colaterais. Supondo que o governo desembolse 10 trilhões de ienes por ano e que a inflação fique em média em 2%, os gastos totais do ano fiscal de 2027 ao de 2040 chegariam a cerca de 160 trilhões de ienes - o equivalente a 43% do projeto de 370 trilhões de ienes -, afirmou Takahide Kiuchi, economista do Nomura Research Institute. "Uma intervenção estatal desse porte no investimento privado pode distorcer a dinâmica de mercado e aumentar a probabilidade de fracasso se os dois setores alocarem capital em áreas pouco lucrativas", disse Kiuchi, ex-integrante do conselho do Banco do Japão. "Além disso, pode enfraquecer a posição fiscal do país." As preocupações com o enorme estoque da dívida pública japonesa vêm sacudindo o mercado de títulos há meses, e a orientação fiscal expansionista de Takaichi não ajudou a reduzir a ansiedade - ainda que alguns considerem exagerada a reação do mercado e defendam que o país esteja em situação fiscal melhor do que a de muitas economias avançadas. Os rendimentos dos títulos do governo japonês vêm em trajetória de alta, em parte pelo temor de afrouxamento fiscal, com o papel de referência de 10 anos tendo atingido no mês passado máxima de quase 30 anos, a 2,8%. "É provável que as preocupações com o agravamento da situação fiscal do Japão persistam no mercado de JGBs por algum tempo", disse Koji Hamada, economista da Daiwa Securities. Embora diferentes setores exijam níveis distintos de apoio do governo - com semicondutores e centros de dados em nuvem demandando o maior volume de recursos -, mesmo áreas menos intensivas em capital provavelmente dependerão de financiamento de longo prazo, disse o economista. Independentemente do resultado final dos investimentos, o plano tende a implicar aumento inevitável na emissão de novos títulos do governo, afirmou ele. Fonte: Dow Jones Newswires. *Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast Estadão Conteúdo.
2026-06-25 12:12:01

Após terremotos, governo Trump presta solidariedade à Venezuela e diz que vai ajudar país
ISABELLA MENON WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) Os Estados Unidos ofereceram ajuda à Venezuela após os fortes terremotos que atingiram o país nesta quarta-feira (24). A mensagem foi publicada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo Departamento de Estado horas após os tremores, que provocaram o colapso de edifícios em Caracas. Trump, afirmou, por meio do Truth Social, que "os dois grandes terremotos que acabaram de atingir o grande povo da Venezuela são ambos de enorme magnitude e deixaram um número devastador de mortes". "Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar!" Mais cedo, durante evento em Washington, na noite desta quarta-feira (24), para a celebração dos 250 anos dos EUA, ele elogiou as Forças Armadas americanas e descreveu como "impecável" e de "tirar o fôlego" a captura de Nicolás Maduro, em janeiro. Mas, não tinha comentado sobre os tremores. Por meio do X (ex-Twitter), o Departamento de Estados dos EUA afirmou que eles estão "ao lado do povo venezuelano após os devastadores terremotos desta noite. Estamos em contato com as autoridades e mobilizando assistência. Que Deus abençoe nosso povo venezuelano". Nas redes sociais, Jeremy Lewin, subsecretário de Estado para assistência externa, assuntos humanitários e liberdade religiosa, afirmou que a pasta já mobilizou uma equipe de assistência a desastres e um grupo de trabalho para entregar e coordenar assistência crítica ao povo venezuelano. "Trabalhando com nossos parceiros no governo interino da Venezuela, os EUA enviarão equipes de busca e resgate, suprimentos médicos e humanitários e outros recursos nos dias cruciais iniciais após este trágico desastre natural", afirmou ele. "Fuerza, Venezuela, estamos con ustedes [força, Venezuela, estamos com vocês]", escreveu Christopher Landau, subsecretário da pasta em espanhol. Por volta das 18h no horário local, a Venezuela foi abalada por dois fortes terremotos quase consecutivos, de magnitude 7,2 e 7,5. Os venezuelanos correram imediatamente para as ruas e muitos demoraram a voltar para suas casas e escritórios, com medo das réplicas —foram ao menos 20, segundo a líder do país, Delcy Rodríguez. Delcy declarou estado de emergência e expressou suas condolências às vítimas. Os terremotos foram sentidos com força desde o estado de Trujillo, nos Andes, até La Guaira. Autoridades falam em mortos e feridos, mas os danos ainda não foram quantificados e não há um número oficial.
2026-06-25 12:02:23

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